terça-feira, 22 de março de 2016

Falando de Filmes: Meia-Noite em Paris

Um filme que já teve sua estreia há cinco anos mas que eu só tive a oportunidade de conhecer e assistir recentemente. Meia-Noite em Paris é um filme com comédia e romance que eu achei simplesmente excelente e que provavelmente muitos não viram por julgar ser "filme de mulherzinha". Sim, pode até ser que seja mas a história agrada tanto homens quanto mulheres e vocês entenderam o porquê logo abaixo.
AVISO: Esse post pode conter spoiler sobre o determinado filme. Caso não tenha assistido e pretende assistir, não é recomendado ler.


Título: Meia-Noite em Paris (Midnight in Paris)
Direção: Woody Allen
Elenco: Owen Wilson, Rachel McAdams, Kurt Fuller e mais
Gênero: Comédia, Romance
Estreia: 17 de Junho de 2011
Duração: 100 minutos

Gil, um roteirista de Hollywood que está escrevendo seu primeiro livro, está passando férias em Paris com a família de sua noiva, Inez. Gil sempre gostou de voltar à cidade luz, pois é lá que ele diz estar próximo da arte e de de conseguir inspiração longe da tumultuada Los Angeles. Desde o começo do filme, Gil demostra ser um apaixonado por Paris. Ele quer andar pela cidade, passear pela chuva que, segundo ele, a cidade fica ainda mais bonita com ela. Seu sonho era viver na Paris de 1920, quando artistas, pintores e escritores famosos como, respectivamente, F. Scott Fitzgerald, Ernest Hemingway e Pablo Picasso vivam pelos cafés e bistrôs da cidade.Mas em uma certa noite, seu sonho se realizou e nenhuma noite foi a mesma. Sempre no mesmo local e na mesma hora, Gil volta no tempo e tem seu desejo de viver em 1920 realizado, e isso faz com que ele encontre seus ídolos da literatura e famosos pintores.

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Meia-Noite em Paris nos mostra a beleza da cidade luz. Começando o filme, já somos bombardeados por belíssimas paisagens e lugares de Paris e no decorrer do filme também, causando uma sensação de querer visitar a cidade e os lugares, bistrôs e cafés da cidade (pelo menos comigo). O filme nos mostra no início um roteirista, que se descobriu assim recentemente, que viaja com a família de sua noiva e ele quer aproveitar as maravilhas de Paris para poder se inspirar e quem sabe assim conseguir que seu livro seja um sucesso longe do caos de Los Angeles.

No filme podemos perceber que Gil, na verdade, está mais apaixonado pela cidade do que por sua noiva em si. Em certos momentos vemos quão diferente ele é de Inez. Sua noiva sempre querendo fazer programações que Gil detesta, enquanto ele só quer ter paz, caminhas pelas ruas e ficar mais próximo da arte. O casal são de polos diferentes: um quer viver em Paris e outro em um apartamento na cidade em que moram; Gil gosta de andar na chuva, Inez não. E vemos como essas diferenças vão dificultando na relação.

E chegamos na parte em que Gil volta no tempo e encontra grandes ídolos do passado. Allen não nos conta como que o personagem consegue voltar no tempo toda noite, mas mesmo assim esse fato faz com que a ideia de o roteirista voltar em 1920 e conseguir conversar com ícones como Dalí e Gertrude Stein seja algo maravilhoso. Essa forma de unir a ilusão com a realidade foi algo extraordinário no filme pois conseguimos ver como Gil fica encantado com aquela novidade e encontra ali um refúgio para a sua vida.

E por falar em refúgio do presente, essa ideia fica bastante nítida quando vai chegando o final do filme. Vemos que realmente o passado é mais atraente que o nosso presente quando Gil e Adriana voltam mais no tempo e a tenta convencer de voltar para 1920, pois ele considera que aquele tempo eram os "Anos de Ouro". Ele percebe então que não era o único a não querer viver no presente, mas Adriana também não. O que para ele era os anos de ouro, para ela "Belle Époque" que era. E isso nos faz ver que o passado não é só uma fuga mas também algo que não conhecemos tão bem quanto nosso presente, fazendo parecer ser melhor. 

↠ Eu achei esse filme excelente apesar de não ter assistido outros filmes do Woody Allen para comparar. É um filme leve, com conteúdo bem interessante, que nos mostra Paris de diversas formas, sem mencionar um relacionamento que não sabemos como pôde dar certo com duas pessoas totalmente diferente uma da outra desde a forma de pensar e agir até gostos e hábitos. É um filme cheio de cultura que vale a pena ser assistido. E uma dica: é bom procurar saber mais sobre alguns dos grandes artistas que aparecem no filme pois isso faz com que entenda melhor e entre mais na história, mas se não procurar não terá problema porque o filme não vai ficar confuso e continuará engraçado. Indico para quem não teve a oportunidade de ver.

Então é isso pessoal. Espero que tenham gostado e até a próxima. Beijos :D

Um comentário:

  1. Olé, gostei muito de sua resenha, sobre o filme, não assisti ainda mas já entrou para a lista do "em breve". Acabei de criar um blog, poderia dar uma olhada nele? Obrigada!
    https://leitoranoanonimato.blogspot.com.br/

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